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sábado, 18 de junho de 2011

Dois meses.

Ainda é muito difícil acreditar nessa perda, mas tudo em minha volta parece que se esforça pra me fazer lembrar que eu não te tenho mais... As músicas que ouço, as coisas que assisto, as besteiras que como, os assuntos que converso, os cheiros que sinto, as roupas que uso, e principalmente os lugares que passo, aquela rua que me chama a atenção dos olhos sempre que passo do lado dela. Aquela rua pela qual passei triste por vários dias, de semana, de fim de semana, aquela rua que dava acesso ao hospital que você ficou 52 dias internado. Passo ao lado dela duas vezes por dia, na ida, e na volta do trabalho, acho incrível, às vezes volto cansada do trabalho, do dia cheio, do stress, acabo cochilando no caminho de volta pra casa, abro os olhos depois pra ver onde estou, e na grande maioria das vezes, eu acordo ao lado dessa rua... A mesma rua a qual passei no dia 18 de abril, há exatamente 2 meses atrás, pra receber a PIOR NOTÍCIA DA MINHA VIDA. A notícia que dizia que eu não te teria mais, a notícia que me fez chorar descontroladamente por dias e noites... Ainda está muito recente, ainda não absolvi totalmente a idéia de que eu jamais te verei, ainda dói, dói muito forte e profundamente. Mas eu não quero e não vou te esquecer meu amor, agora você é meu anjo da guarda e vai estar sempre do meu lado mesmo que eu não o veja, devo agradecê-lo por ter aparecido já em sete sonhos meus, sendo três deles em uma única semana, no caso, semana passada. Obrigada por ainda estar presente na minha vida, meu lindo. Eu te amo Guigo, demais, demais, demais! Nunca se esqueça disso. Você foi a melhor coisinha que já me apareceu em vida. Descansa bem, meu anjo (L)

domingo, 12 de junho de 2011

Sempre há espaço pro amor.

Hoje é dia dos namorados e estamos todos abandonados, esquecidos, jogados... Sem ligações, sem torpedos, sem recados pela internet, sem som algum. O sol brilha lá fora, mas dentro do quarto está gelado, talvez seja esse vento entrado pelo vitrô, não é porque o dia está amarelado que esteja quente, há aquela massa gélida correndo pra te lembrar que hoje você está sozinho. Ainda temos mais nove horas e meia pra mudar essa situação, a noite vai cair, as núvens cobriram as mais belas estrelas, a lua ainda está passando da fase crescente pra cheia, a escuridão trará mais frio, mas ainda sim, podemos salvar esse dia. Ainda há espaço pro amor, sempre há espaço pro amor. Abrace-se e espere mais um pouco, e se nada ocorrer, engula seu orgulho e dê um primeiro passo. Um outro alguém também pode estar esperando por ti, também cheio de orgulho transbordando pelas mangas, mas está alí, e então, você não está totalmente só. Existe alguém, ele só não está aí do seu lado... ainda!

Feliz dia dos namorados! (:

N ♥

sábado, 11 de junho de 2011

Nova Era.

Não dá pra começar do meio, mas será assim mesmo. Está tudo novo e é uma nova fase. Novas oportunidades, novos risos, novas pessoas, bons sentimentos, novas expectativas, novos dias, novos ambientes e cheiros, novas sensações, uma nova Era. A cada passo dado é uma nova escolha, é uma escola esse trilho. É preciso superar quedas, aparar lágrimas, correr dos males, rir do perigo, talvez, ousar, mas não abusar tanto assim. A vida é traiçoeira, mas com quem se vive, ninguém a passa pra trás. "É preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã." Mas também é preciso recuar alguns passos antes de se entregar. Aquele medo nunca morre, mas como já foi dito: é uma nova Era! É tempo de arriscar de sorrir, de fazer as coisas valerem a pena! É hora de saltar e abrir os braços, agradecer aos céus pela beleza dos dias, e das noites, trazidas por eles! É hora de receber as gotas de chuva no rosto, beber dessa água, se lavar por dentro. É tempo de amar, e ser amado, de abraçar e ser abraçado, de fazer carinho, e ser acariciado. É tempo de festa, é junho. É frio, mas é aconchegante, façamos aconchegante. Viveremos, cresceremos, faremos tudo direito, tudo novo, estamos numa nova Era!

domingo, 5 de junho de 2011

Domingo, cinco.

Quando você se engana uma vez, se engana de novo, e mais uma vez, e novamente... Começa a descrer na sua aptidão de acertar. Se você depende de uma outra pessoa pra fazer o certo, fica mais árduo ainda acreditar. Mas se você depende do seu próprio coração, esquece... Não existe algo mais desprovido de inteligência do que um coração, ainda mais um coração apaixonado, iludido. Claro, ele nunca mente, isso é fato. Mas não é porque ele sempre diz a verdade, que essa verdade seja a incontestável, que essa verdade te guie no melhor caminho a ser trilhado. Às vezes sinto que a verdade é inalcançável, intocável, irreal, sinto que é melhor se esquivar das desastrosas recomendações que o coração te dá. Odeio olhar, conversar com um alguém, e perceber que o meu coração resolveu pulsar mais forte, que minha respiração muda, e meus olhos brilham um pouco mais... Eu não quero me deixar levar por um sentimento traiçoeiro e infiel, só que eu sinto falta de alguém que me espere no portão, que me ligue pra desejar uma boa noite, sinto falta de um alguém num domingo glacial e mesto como o de hoje, porém, tenho receio de arriscar e me ferir novamente, e acho que é isso, talvez isso aconteça mesmo... E no fim das contas, não faço nada, e só me restam dúvidas inexplicáveis que me sufocaram até eu me livrar das garras desse temor de amor.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Um mês.

Eu lembro como se fosse hoje, eu estava no meu trabalho, sentada em frente a minha mesa, trabalhando no meu computador, quando o celular toca, é minha mãe chorando desesperadamente. "Daiane, vem pra cá, o Rodrigo..."
"O quê mãe? Não entendi..."
"O coração do Rodrigo parou de bater, vem pra cá."
Levantei e abandonei o trabalho naquele mesmo instante, tomei um ônibus, mas não liguei os pontos, o coração dele tinha parado de bater, imaginei uns quatro médicos em volta dele com aquele desfibrilador tentando reanimá-lo, e até eu chegar lá, tudo estaria bem. Cheguei ao hospital, minha mãe com os olhos inchado, minha madrinha me recebeu em prantos, perguntei como ele estava, e me deram a notícia. Sabe quando você não quer acreditar? Ou talvez não é nem questão de querer ou não, é que simplesmente soa como piada, "meu irmão? morto? aaahh, tá bom, ele ia receber alta sexta agora..." Mas começou aquele corre corre de cartório, funerária, cemitério, caixão, taxa, roupas pretas, choros... No fim das contas, a ficha só caiu quando eu fui pro necrotério ajudar minha mãe a por a roupa no Rodrigo, já gélido, durinho, inchado, sem respiração, sem batimentos cardíacos...
Era pra ele estar aqui comigo agora mesmo, sempre que ligo a TV, e passa algum desenho animado, lembro dele, na verdade, ainda tudo o lembra, e hoje, depois de um mês, parecem que algumas coisas veem à tona. Foi um dia difícil, mas esse foi só o primeiro dia 18 depois daquele dia 18. Foi o dia em que ele nasceu, e o dia em que ele faleceu. Não sei se amo ou se odeio esse número. Por enquanto ele me traumatiza.


O universo não é maior que essa saudade que sinto de ti... Eu amo você, Guigo ♥

domingo, 8 de maio de 2011

Dia das mães.

Qual é a sensação de se perder um filho? As pessoas nascem, crescem, aprendem, se apaixonam, casam, reproduzem, criam seus filhos, morrem, e suas crias continuam a vida. E quando as coisas perdem a ordem natural da vida? E se um filho se vai antes mesmo de seu criador? Como uma mãe lida com isso? Uma parte dela, que convive com ela, de repente não está mais lá. E em datas comemorativas? No aniversário dela, no aniversário do filho, no dia das crianças, Natal, Páscoa, festa junina... E no dia das MÃES?
Meu irmão, Rodrigo, ficou 52 dias internado com um problema na medula, fez um tratamento, mas estava fraco demais, e não resistiu ao tratamento... Hoje foi o primeiro dia das mães sem ele. Achei que minha mãe estaria pior, ou talvez ela esteja acabada por dentro, mas está fazendo uma cara boa pra gente... Seja lá o que ela esteja sentindo. Eu, como filha, não muito exemplar, me sinto péssima por ela. O Rodrigo foi um companheiro muito mais fiel do que eu, e minha mãe chegou a comentar que ele estava sempre junto com ela por onde ela andava, e que hoje ele faz muita falta. Eu me sinto terrível quando olho uma foto dele, sinto vontade de tocá-lo, e não posso fazer nada a mais do que encostar na tela do computador. Se você for mãe, aproveite ao máximo o seu filho, porque eu como irmã, sofro ardentemente com a ausência dele, nem consigo imaginar a dor maior que minha mãe sente... Enfim...
Feliz dia das mães.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

É difícil.

Hoje é segunda-feira, uma semana que perdi meu irmão caçula.
Quando eu era bem pequena, eu implorava pra minha mãe me dar uma irmãzinha, mas isso até os cinco anos. Depois disso, parei de pedir, já estava ficando "velha" pra ter um irmão ou irmã. Então aos nove, minha mãe diz "estou grávida!", eu comemorei na hora, sempre quis alguém pra me fazer companhia. Os meses se passaram, a barriga cresceu, e em 18 de setembro, Rodrigo Silva do Carmo vem à vida. Nos primeiros dias, fiquei encantada com aquela pessoa miúda, eu não desgrudava dele, queria ficar com ele no colo o tempo inteiro. Conforme ele foi crescendo, foi sendo mais paparicado, e a menina da família foi "deixada de lado", bom, eu achava isso, mas não foi bem assim na verdade. Coisa de irmã mais velha ciumenta. Hoje tenho 19 anos, e meu irmão tinha 9, até semana passada, nos últimos, sei lá... Cinco anos... Eu e ele nos apegamos de um jeito que nada conseguia separar. O Rodrigo deixou de ser apenas meu irmão, e virou meu amigo, meu confidente. A gente aprontava e contava um pro outro, confiávamos um no outro. Dia 22 de fevereiro ele foi internado e minha vida não foi mais a mesma desde então, nossa casa ficou triste e silenciosa. Agora, depois de uma semana que ele se foi, ainda é difícil não olhar pro quarto dele e não se emocionar, ainda é difícil ver as fotos do Natal e os vídeos dele falando coisas sem muito sentido e não deixar escapar nenhuma lágrima, é difícil. Eu ainda estou em revolta, talvez. Me sentindo culpada por não ter passado mais tempo com ele no hospital, ou não ter feito tudo que ele quis, enfim... Está, e continuará sendo difícil, meu anjinho anda comigo, mas é que é f... Difícil não tê-lo aqui pra abraçá-lo, é difícil...


FOTO: Meu irmão no quintal da minha avó, na viagem que fizemos em 2008 a Recife, ele estava com 06 anos.